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Micro-momentos e App-nésia: vencendo a guerra. Mobile

Micro-momentos e App-nésia: vencendo a guerra.

Cada vez mais as atividades em um dia acontecem ao mesmo tempo. Isto é resultado da conectividade exagerada que acabou criando uma sociedade altamente imediatista, que mudou o comportamento do consumo através das mídias eletrônicas, em especial através do uso dos smartphones. Só para termos uma ideia, o brasileiro olha, em média, 86 vezes algo em seus smartphones por dia. Quase 95% destes usuários assistem televisão, conversam com amigos, respondem a e-mails e até executam um vídeo rápido durante o mesmo minuto, sem interromper definitivamente alguma atividade. Suas buscas por determinada informação acabam por ocorrer, na maioria das vezes, durante a execução de outras atividades. É o que chamamos de “micro-momentos”.

A consequência básica deste imediatismo é a necessidade de que os aplicativos consumidos sejam extremamente práticos, ou não servirão.

Oferecer ao usuário uma ótima experiência de navegação é imprescindível para o sucesso de qualquer aplicação móvel. Embora lojas de aplicativos não sejam mais novidades, boa parte dos apps que lá estão disponíveis não estimulam adequadamente a criação de uma conexão emocional com o usuário, o que acaba resultando em uma não conversão daquele acesso no item mais importante para a empresa: o consumo.

Além disso temos uma outra preocupação: o esquecimento do usuário. O Google fez uma pesquisa interessante no Reino Unido que revelou que 80% dos aplicativos móveis são esquecidos pelo usuário. Mas como superar este esquecimento generalizado? Como vencer em tempos de app-nésia?

Soluções

O princípio básico a ser seguido é o de remover todo e qualquer obstáculo para a ação principal que seu aplicativo oferece. O problema que ele resolve, seu serviço, deve estar sempre livre para que o usuário possa, facilmente, consumir e ter o devido retorno. Por mais incrível que possa parecer, isso inclui ter bastante cuidado com sua tela de abertura (splash) e as tão comuns explicações iniciais (animações gifs ou páginas extras), que devem ser utilizadas apenas em casos extremos.

Outro ponto importante refere-se a cadastros e autenticações, que podem consumir muito do tempo do usuário. Portanto, se não há motivos para solicitar dados ao usuário, não o faça. Se este for o caso, lembre-se de tornar esta etapa a mais simples possível e de permitir fácil controle da conta por parte do usuário, que deve sempre poder recuperar ou alterar sua senha, bem como definir preferências como receber ou não publicidade e mensagens push.

Todas essas preocupações, e diversas outras, fazem parte de uma linha de estudos chamada User Experiense (UX). Você pode, desde já, procurar sobre este tema.

Em um mundo onde segundos fazem a diferencia e são disputados ferozmente por diversos aplicativos, quanto mais simples e objetivo o seu for, maior será a change de ele ter sucesso.

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Em seus 12 anos de experiência, tanto em design como em desenvolvimento, trabalhou em diversos projetos, muitos de grande porte, para clientes como Banco do Nordeste, Sebrae, Anna Pegova, Grupo Deib Otoch, dentre outros. Como designer, trabalha com o Adobe Photoshop desde a versão 3.0, além do Illustrator, sendo certificado pela Adobe (ACE e ACI) nestes softwares. Como desenvolvedor, foca seus esforços atualmente no ActionScript 3.0 (Plataforma Flash) e Objective-C (iOS). Ministra, desde 2005, treinamentos na @iwtraining para estudantes e profissionais, além de grandes empresas como Cagece, TRE, TRT, Esmaltec, Grupo Edson Queiroz, Sebrae, Senac, Correios.

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